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20 janeiro, 2018

Major Crush, da Jennifer Echols



Major Crush

Autor(a): Jennifer Echols

Editora: Simon Pulse
Ano: 2006
Páginas: 288
Inglês Nível: I2
IBSN-13: 9781416918301.

no goodreads e no skoob.

“Talking about your feelings helps you let go of your anger. And it takes a lot of energy to be angry all the time.” 

Atire a primeira pedra que nunca olhou para um livro encostado na estante e pensou "mano, eu nunca vou ler isso". Major Crush é o exemplo perfeito desse tipo de livro na minha vida. Comprei o e-book na amazon por, sei lá, três dólares, a, no mínimo, uns três anos atrás. Ano passado, enquanto organizava minhas estantes virtuais, me deparei com o pobrezinho lá, encalhado, pedindo por atenção. Ainda em 2015 li Biggest Flirts, um lançamento recente da Echols e gostei. Então olhei para Major Crush e pensei quão ruim pode ser, né verdade. E a resposta é: Não tão ruim quanto eu imaginava. Uma coisinha sobre mim: sou descarada por um YA bestinha, um romancinho adolescente que não vai acrescentar muita coisa na minha vida, mas vai me arrancar uns sorrisos largos. Essa sou. Prazer. Então imagina minha felicidade quando foi exatamente isso que encontrei neste livro.

Aqui, nós conhecemos Virginia, uma major de bateria na banda (tipo de fanfarra) de sua escola. O problema é que, por votação, foi decretado que Virginia dividiria sua posição de líder dos bateristas da banda com seu frenemy Drew, e é dai que as coisas vão desenvolver, basicamente.

O livro segue uma temática bem início adolescencia, quando você tem um crush em uma carinha ou garota e parece impossível até que não é mais impossível, com direiro a todo aquele açúcar que conhecemos. É bem clichê, para ser sincera. Eu tinha algumas previsões do que se sucederia e elas de fato vieram a se tornar realidade, então se é uma leitura diferentona que você procura, mesmo para um YA, deste aqui você deve passar longe.

O que eu posso te dizer é que no mesmo que nível que ele é clichezento, também é meio viciante. O livro é curtinho então em uma sentada eu o engoli, e desceu deliciosamente bem. O senso de humor de Jennifer é no ponto certo, talvez um pouco infantil, claro, mas no ponto certo! Se você não está a fim pronto para vestir sua capinha de quinze anos de idade, mais uma vez, recomendo que deixe essa leitura para lá, pois ela é bem juvenil. Mas, se como eu quando li, você só quer um romancinho besta para adoçar sua vida, ta aí uma dica.

01 novembro, 2017

A Court of Thornes and Roses, de Sarah J. Maas.

A Court of Thornes and Roses #1: A Court of Thornes and Roses.

Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury USA
Ano: 2015
Paginas: 421
IBSN-13: 9781619634442
No Brasil: Corte de Espinhos e Rosas (Galera Record)
Livros da Série: #2 e #3.
no goodreads e no skoob.

“I threw myself into that fire, threw myself into it, into him, and let myself burn.” 

Desde que sua família sua família se fragmentou em mil porções após a morte de sua mãe e a perda de todos os bens financeiros graças a negócios errados de seu pai, Feyre Archeron vem cuidando de suas irmãs mais velhas Nesta e Elain da melhor forma que pode: a garota passa horas embrenhada na floresta caçando o que se tornaria seus alimentos mais tarde, ou sua moeda de troca para suprimentos vitais de sua pequena casa no extremo norte. Tão ao norte, que sua vila fica a apenas alguns quilômetros da muralha que corta Prythian e separa as terras mortais das terras Feéricas. Em uma de suas buscas por comida no meio da floresta, Feyre se depara com o maior lobo que ela já viu na sua vida e, a julgar pela inteligência extraordinária que vê nos olhos do animal, a garota assume que aquele lobo na realidade é um feérico. Seu modo de sobrevivência entra em ação e, antes que a criatura lhe ataque, Feyre a acerta com uma flecha de freixo, única arma que sabe ser eficiente contra os faes. 

O que Feyre não sabia é que o preço pela de vida de um fae é outra vida. Não leva muito para que uma besta invada sua pequena cabana e lhe explique as regras. Segundo o Tratado de Paz entre feéricos e humanos, era da escolha dela morrer ou ir viver com dita besta pelo resto de sua vida. Assim, Feyre se vê levada para o outro lado da muralha pela besta que agora atende pelo nome de Tamlin. O que ela prevê é uma vida de escravidão e ainda mais miséria, mas não é exatamente isso que encontra quando chega a Corte Primaveril, seu novo lar. 

Uma das minhas coisas prediletas nos livros da Sarah J. Maas é que a autora geralmente é muito boa em manipular os sentimentos dos leitores. Agora que já li a trilogia inteira compreendi que ACOTAR ser claramente mais fraco que seus sucessores não foi um erro, foi uma estratégia. Se formos honestos, a história entre capa e contracapas aqui é boa, sim, só não é nada espetacular. O talento de Sarah com as palavras, com construção de mundos e sistemas mágicos, no entanto, é o suficiente para te impulsionar a ler os livros seguintes de suas séries.  Assim como Throne of Glass, A Court of Thornes and Roses passa longe de ser meu livro favorito da vida, mas ele é uma belíssima porta de entrada à um universo complexo, cheio de curvas e personagens envolventes e tridimensionais.  

30 outubro, 2017

Crash, de Nicole Williams

Crash #1: Crash.

Autor: Nicole Williams
Editora: HarperCollins
Título no Brasil: Crash (Editora Essência)
Ano: 2012
Páginas: 365
IBSN-13: 9780062267146
Inglês nível: I1
no goodreads e no skoob.
“You can’t be friends with the person you were meant to spent your life with” 
Meu negócio com Crash, da Nicole Williams, é o seguinte: li esse bonitão aqui quando tinha por volta de 16/17 anos e foi o terceiro livro que li em inglês, na mesma época em que foi lançado Belo Desastre (Jamie McGuire), que, como vocês devem se lembrar, virou febre e, de certa forma, foi o propulsor dos New Adults dentro do mercado literário. Isso foi a quatro anos atrás. Fast forward para 2016, decidi que finalmente iria dar sequência à essa série e ler os próximos livros: Clash Crush. Assim sendo, esse é um relato da minha releitura, com alguns contrastes da minha experiencia lendo Crash pela primeira vez. 

No romance conhecemos Lucy Larson, uma jovem de 17 anos que vê sua família ser destruída após uma sucessão de acontecimentos trágicos. Lucy, que costumava ter uma vida relativamente confortável, vê sua vida se alterar ainda mais quando seus pais vendem sua casa na cidade e decidem se mudar para o pequeno lar que possuíam na praia, onde costumavam passar as férias de verão. Terminar seu ciclo escolar em Southpointe High está longe ser o que ela queria, porém, contanto que tenha um estúdio de dança onde ela possa passar um tempo com seu ballet, Lucy não reclama muito.

“It was silent, but a silent that was so loud I wanted to cover my ears.”

Logo no primeiro dia após a mudança, Lucy conhece esse cara chamado Jude (sacou? sacou?). Bem de cara rola aquela química tão louca que é obvio que eles passam a se amar e odiar imediatamente. Algo que não notei quando o li em 2013 é quão intalove-y ele é. Acho que eu não teria tanto problema com isso se aqui também não ocorresse aquele fenômeno onde o tempo é adiantado e em algumas linhas descobrimos que várias semanas se passaram. Meu problema com isso é que não se vê o relacionamento crescendo e evoluindo, sabe? A gente acaba sendo deixado de fora das conversas e momentos que tornariam o relacionamento de Jude e Lucy substancial, e tudo que temos acesso é ao drama. Não vemos os dois se tornarem melhores amigos e todos os motivos que os levaram a confiar um no outro. Apenas nos é dito isso e acabou. Temos de concordar que fica difícil torcer por um relacionamento que não se acredita.

E acredite, temos que torcer muito porque a carga de drama é imensa.

28 outubro, 2017

Ladrões de Sonhos, de Maggie Stiefvater.

A Saga dos Corvos #2: Ladrões de Sonhos

Autor(a): Maggie Stiefvater
Editora: Verus
Titulo Original: The Dream Thieves
Ano: 2013
Páginas: 431
IBSN-13: 9788576863212
Livros da Série: #1
no goodreads e no skoob

Naquele momento, Blue estava um pouco apaixonada por todos eles. Pela magia deles. Pela busca deles. Pela voracidade e pela estranheza deles. Seus garotos corvos.

 Depois dos eventos finais caóticos de Garotos Corvos, em Ladrões de Sonhos voltamos a Henrietta para as férias de verão. Se no primeiro livro o foco era em grande parte direcionado a família médium de Blue e a busca por Glandoware de Gansey, no segundo volume da série fantástica (tanto em gênero, quanto em qualidade) a luz se volta para Ronan e Adam, os papéis que eles virão a atuar daqui para frente nesse distorcido quinteto de amigos. 

Adam está tendo que aprender a lidar e compreender as consequências de seu sacrifício para acordar as linhas ley: ser os olhos e mãos de Cabeswater. Ao mesmo tempo em que Ronan é forçado a entender seu curioso poder de tirar objetos e criaturas de dentro de seus sonhos, uma vez que sua vida parece depender desse conhecimento. Como se não bastasse isso, as linhas ley começaram a se mostrar instáveis (tão forte algumas vezes que causava queda de energia elétrica, mas tão fraca em outras que o pobre Noah as vezes fica impossibilitado de aparecer para seus amigos). E com o acréscimo do Homem Cinzento ao nosso grupo de personagens, vem também uma ameaça iminente à um dos Garotos Corvos.

Preciso confessar que foi um livro bem confuso de ler. Tanto que, após dois capítulos, decidi que ia reler o primeiro livro do quarteto para ver se me situava, e acabou que não ajudou em nada. Cheguei a teoria que Ladrões de Sonhos é confuso por natureza e a confirmei quando bati a marca dos 60% lido, que foi quando tudo começa a meio que se encaixar. 

Me enervou um pouco como um livro parecia desconecto do outro, como a busca por Glandowere parecia esquecida e de canto. A mitologia e caça ao Rei Galês é uma das coisas que mais gostei no volume anterior e eu me senti privada disso. Não quero dar spoilers, mas se você acontece de estar tentando entender Ladrões de Sonhos nesse exato momento, acho válido te dizer que tudo vai fazer sentido ao final, e seu crebro ter sido bombardeado vai valer a pena.

30 setembro, 2017

A Great and Terrible Beauty, da Libba Bray.

Gemma Doyle #1: A Great and Terrible Beauty

Autor: Libba Bray
Editora: Simon and Schuster
Título no Brasil: Belezas Perigosas
Ano: 2003
Páginas: 403
IBSN: 0689875347
Inglês nível: A2
no goodreads e no skoob.


“I wonder how many times each day she dies a little.”

Gemma Doyle é uma garota de quinze anos, nascida na Inglaterra, porém criada boa parte da sua vida na Índia. Tudo muda algumas semanas antes de seu aniversário de dezesseis anos quando Gemma se torna testemunha da morte de sua mãe, que acontece sob circunstancias estranhas e confusas. Com a perda, seu pai cai em profunda depressão e decide que, o melhor a fazer por sua filha é mandá-la de volta à Inglaterra para estudar no mesmo colégio interno que a própria mãe de Gemma frequentou quanto tinha mais ou menos sua idade, o Spence Academy. Na escola, ela conhece e faz amizade com Ann, Felicity e Pippa, e é mais ou menos onde as coisas começam a acontecer.

E quando digo que elas "começam a acontecer" é, majoritariamente, de forma figurativa.

08 setembro, 2017

Fangirl, da Rainbow Rowell

Fangirl

Autor(a): Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Ano: 2013
Paginas: 424
IBSN-13: 978-8542803686
Titulo original: Fangirl
Inglês nível: A3

“Reading is not lonely.” 

Cath não é sua típica mocinha. Quando finalmente ingressa na universidade, ela não está pronta para abrir as asas e voar, fazer novos amigos e descobrir um novo lado da vida que ela nunca pode explorar quando morava na casa de seu pai solteiro. Tudo que Cath quer é escrever sua fanfic baseada na famosa série Simon Snow, conversar com outros integrantes do fandom e reler os livros quando lhe der na telha. Ela nunca precisou muito, mesmo, quando sempre teve sua irmã Wren para lhe mostrar o caminho. O problema é que agora Wren quer explorar o mundo real sozinha e Cath não faz a mínima ideia do que fazer nesse novo ambiente que a tira tanto de sua zona de conforto.

Ah, não. Cath não é sua típica mocinha, mas isso é exatamente o que a torna tão especial.

Não importa quantas vezes eu repita, não vai ser o suficiente para englobar o quanto amo Fangirl. Desde os personagens até o plot, não consigo pensar em nada que eu tenha tido um problema mal resolvido ao final do livro.

A escrita de Rowell é tão diferente, tem um toque gentil quando conta a história. Sensível e precisa em sua forma de descrever esse período de transição e transformação não apenas para Cath, mas para Levi, Ragan e Wren. Ela tomou o cuidado de mostrar mais de uma versão da vida na faculdade, sabe? Não teve como não me apaixonar com como por vezes a leitura era doce, por vezes amarga. As vezes era de partir o coração e em alguns momentos era tudo isso ao mesmo tempo! Tem uma narrativa tão sutil, onde tudo lentamente cresce sem que você veja diretamente: quando se dá por si, você simplesmente se tornou um balão de emoções.

29 junho, 2017

Queen of Shadows, da Sarah J. Maas.

Throne of Glass #4: Queen of Shadows

Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury USA Childrens
Ano: 2015
Paginas: 648
IBSN: 1619636042 
Livros da Série: #1#2 e #3
Titulo no Brasil: Rainha das Sombras (Galera Record)
Inglês nível: A3
no goodreads e no skoob.
(Contém spoilers dos livros anteriores da série, e é fortemente não recomendado para quem ainda não leu Queen of Shadows) 


Senta que esse vai ser um puta d'um texto citando tudo que tornou esse livro em perfeição. Na minha opinião, claro.

Olha amiguinhos, se a merda parece ter atingido o ventilador ao final de Heir of Fire, já prepara esse queixo, que a tendencia é que ele bata lá no chão, bem ao estilo desenho animado, com as bombas que caem sobre nossas cabeças no quarto volume da série de sete (?) livros. Celaena Sardothien se foi, e em Queen of Shadows quem assume seu lugar é Aelin of the wild fire Galathynius. 

A garota praticamente perde todos que ela ama, e para os que restaram ela se vê obrigada a virar as costas em nome de um bem maior. Seu retorno a Aderlan se aproxima, e com ele, sua promessa de vingança ao homem responsável por cada cicatriz física e emocional que ela e seu povo carregam. Aelin está pronta para lutar para recuperar tudo que é seu por direito: seu primo Aedion, seu amigo Dorian, seu povo - no momento presos e transformados em escravos-, seu reino, seu trono, seu sobrenome. Sua magia.

Para que seus planos se concretizem, porém, ela se vê obrigada a socializar com velhos amigos, inimigos e os aliados improváveis que surgem ao longo do tortuoso caminho contra o Rei de Aderlan e o que quer que esteja acontecendo em Morath.

De forma resumida, foi um livro emocionalmente estimulante. Senti medo, orgulho, raiva e carinho. Pela primeira vez, não questionei nenhuma das decisões que Aelin tomou. Enquanto em todos os livros anteriores tiveram momentos que me frustraram loucamente, em Queen of Shadows todos os planos e escolhas soaram bem pensados, estratégicos, inteligentes. Um pouco implacável, perverso e extremamente violento em alguns momentos? Claro. Mas, ainda assim, cada movimento foi preciso. 

Se enxergá-la como um Rainha foi uma dificuldade em Heir of Fire, nessa maravilha de livro foi impossível não imagina-la liderando Terrasen. Não prever todas as batalhas que serão travadas até que ela finalmente se sente em seu trono por direito.


“She was fire, and light, and ash, and embers. She was Aelin Fireheart, and she bowed for no one and nothing, save the crown that was hers by blood and survival and triumph.”

23 setembro, 2016

Keeping the Moon, da Sarah Dessen.

Keeping The Moon

Autor(a): Sarah Dessen
Editora: Speak
Ano: 2004
Páginas: 228
IBSN: 0142401765 
Inglês nível: I3
no goodreads e no skoob


Holy fuck, it's been a long time!
Vou jogar limpo com vocês: no quesito leitura, esse tem sido um ano bem estranho. Salvo alguns títulos e algumas releituras, a maioria dos livros que li em 2016 até aqui foram tão meh que não vi nem proposito em falar deles. Bons o suficiente para não merecerem minha furia, mas ruins a ponto de eu esquecer deles quase imediatamente. De novo, um ano bem estranho. 

Um dos poucos que se salvaram (e me salvaram, vamos ser francos) foi o lindinho Keeping the Moon, da Sarah rainha do YA contemporâneo Dessen. No livro conhecemos Nicola Sparks, 15 anos, filha de Kiki Sparks, uma celebridade fitness dessas que vemos em infomerciais, com um tanquinho trincado, fazendo agachamentos ao mesmo tempo em que dá pequenos insights sobre como podemos tudo que queremos. A mulher é tão famosa por seus discursos motivacionais que foi convidada a fazer uma tour pela Europa. Nicola, que prefere atender por Colie, não se junta a mãe. Muito pelo contrario, na verdade. Seu destino pelo verão é Colby, uma cidadezinha minuscula na Carolina do Norte, onde vive sua tia Mira. 

Em seu coração, Colie acha que não vai ser encaixar em Colby. Ela nunca se encaixava em lugar nenhum, por que havia de ser diferente ali? Ex-gordinha, Colie ainda se vê insegura quanto a sua aparência, uma vez que durante todo seu emagrecimento foi motivo de piada para as garotas más e populares do colégio.  É suposto que seja o pior verão da sua vida, sem dúvidas. Mas após conhecer o gracinha do Norman, se acostumar a rotina caótica da tia Mira e descolar um emprego no Last Chance Cafe, onde conhece Isabel e Morgan, duas melhores amigas, Colie vai aprender que as melhores surpresas, as vezes, estão nos lugares mais improváveis. 

05 junho, 2016

Quando um apelido maldoso se torna um álbum de sucesso.

Em 14 de agosto de 2015 Melanie Martinez, 21 anos, solidificou o que se esperava dela desde sua participação no programa de TV norte-americano The Voice (NBC). A data marca o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio “Cry Baby”, pela gravadora Atlantic Records. O disco é composto por 13 músicas e reflete a personalidade (ou persona) artística de Melanie: único, excêntrico e conceitual.

Melanie Adele Martinez é cantora e compositora, nascida em Baldwin, Nova Iorque. Após ser eliminada na quinta semana do The Voice, Melanie começou a trabalhar com seu material de forma independente, mas logo assinou contrato com a gravadora Atlantic Records, label pela qual também lançou seu EP Dollhouse, que contém os singles “Dollhouse” e “Carousel”.

Euzinha Gabriela Mello só fui descobrir a artista no início do ano, depois da indicação de uma amiga (Pam, sua linda!) que me prometeu uma experiência completamente diferente de tudo que eu imaginava. Depois, ela se pôs detalhar os porquês e os comos e fiquei curiosa para ver se seria aquilo tudo mesmo.

31 dezembro, 2015

The Raven Boys, da Maggie Stiefvater

The Raven Cycle: The Raven Boys #1

Autor(a): Maggie Stiefvater
Editora: Schoolastic Press
Titulo no Brasil: Os Garotos Corvos
Ano: 2012
Paginas: 416
IBSN: 0545424925  
Inglês nível: A2
no goodreads e no skoob

“Fate," Blue replied, glowering at her mother, "is a very weighty word to throw around before breakfast.” 


Apesar de ser descendente de uma longa linhagem de médiuns e clarividentes residentes em Herieta, Virginia, Blue Sargent não foi "abençoada" com as habilidades que correm no sangue de sua família. Isso não quer dizer que ela não tenha talentos ela mesma. Blue é naturalmente uma fonte de energia, o que significa que quando ela está em um local onde existe algum tipo de atividade ou entidade paranormal, essas criaturas se alimentam da energia extra de Blue, o que facilita a comunicação entre clarividente e espíritos.


É por isso que todo ano Blue acompanha sua mãe até o adro de uma igreja tão abandonada que já não tem mais nome. É lá, na noite antes do dia de São Marcos, que todos os espíritos daqueles que irão morrer em um ano se reúnem. Blue nunca os vê ou os sente, isto é, até a contagem deste ano, onde o espirito de um garoto vestido com o uniforme da escola particular local, Aglionby, aparece bem embaixo do seu nariz e fala diretamente com ela.

“Aglionby Academy was the number one reason Blue had developed her two rules: One, stay away from boys because they were trouble. And two, stay away from Aglionby boys, because they were bastards.” 

Sua mãe explica então que existem apenas duas explicações para o porquê de Blue conseguir ver o garoto: ou aquele é o seu verdadeiro amor, ou o espirito de alguém que ela será responsável pela morte. Veja, tem algo de muito traumático em saber que você ou vai se apaixonar por alguém que irá morrer em um ano ou que, no mesmo espaço de tempo, você matará alguém.

30 dezembro, 2015

This Lullaby, da Sarah Dessen

This Lullaby


Autor(a): Sarah Dessen
Editora: Speak
Ano do Lançamento: 2002
Páginas: 345
IBSN: 0142501557 
Inglês nível: I2
no goodreads e no skoob

Remy Starr não acredita no amor faz muito tempo. Sua hesitação tem algo a ver com o fato da sua mãe estar prestes a se casar pela quarta vez e seu pai ter desaparecido após seu nascimento e não ter voltado enquanto estava vivo. Sua única conexão com seu progenitor é uma música que ele compôs para ela, chamada This Lullaby quando ela nasceu, que, por algum motivo, rapidamente se popularizou. 

Isso não quer dizer que ela não namore. Muito pelo contrário, Remy é bem popular com os garotos. Mas para seus relacionamentos, ela tem algumas regras: se envolver por completo, curtir enquanto dura e dar no pé quando as coisas começarem a ficar sérias demais. Vivendo, assim, trancafiada dentro da sua concha quentinha onde nada de ruim pode atingi-la. Sim, nada de ruim = amor na concepção da garota. Talvez por isso tenha sido tão difícil de gostar dela, porque até para o leitor era difícil de ultrapassar essa barreira que ela criou ao redor de si mesma. 

“Love is an excuse to put up with the shit that you shouldn't. That's how it gets you. It throws off the scales so that things that should weigh heavily don't seem to. It's a crock. A trap.” 

A história começa quando sua mãe está para casar pela quarta vez e, como de costume, Remy está encarregada de organizar o evento. É por isso que ela está na loja automobilística do seu novo padrasto, acertando os últimos detalhes antes do grande dia. É na loja que Remy conhece Dexter Jones.  

Ele vai contra todas as regras de Remy. Bagunceiro, desorganizado, super de boa, e principalmente, músico. Agora, imagina a cara dela quando o carinha chega nela e manda na lata que está interessado. É claro, Remy lhe diz um não bem grande, mas Dexter não é fácil de desencorajar e, pensando bem, ele também é uma gracinha. E o resto você já sabe, romance, romance, romance. 

Dexter tem um jeito muito único de ver o mundo, com sua atitude otimista, o que encanta Remy o suficiente para, porque não, passar um tempo de qualidade com o carinha. O problema é que Dexter insiste em não encaixar em nenhuma das fórmulas ou preconcepções de Remy, deixando a desnorteada quanto a como e quando terminar o relacionamento. Não só ela está petrificada com a ideia de se apaixonar (!!!!!) por Dexter, como ela está aterrorizada de se apaixonar por Dexter quando está preste a se mudar para Stanford! A última coisa que ela quer é entrar para o mesmo grupo categórico de corações partidos que sua mãe.

29 dezembro, 2015

Heir of Fire, da Sarah J. Maas

Throne of Glass #3: Crown of Midnight

Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury USA Childrens
Ano: 2014
Paginas: 562
IBSN: 1619630656
Livros da Série: #1, #2
Titulo no Brasil: Herdeira do Fogo
Inglês nível: A2
no goodreads e no skoob.
(Contém spoilers dos livros anteriores da série, e não é recomendado para quem ainda não leu Heir of Fire)

Confesso que para essa resenha sair, tive que ler Heir of Fire - conhecido aqui no Brasil como Herdeira do Fogo - duas vezes, com um gap de 5 meses. 

Na primeira vez, dei 3.5 estrelas para o livro. Me estressei e quase abandonei a leitura. Pensando bem, talvez essa teria a decisão mais acertada. De março até o final de outubro afirmei com toda a certeza do mundo que esse era o pior livro da série. A grande diferença foi que não estava preocupada em como as coisas terminariam e pude apreciar como elas se desenvolveram. Timing is everything, meus queridos, pois ao reler HofF com calma e paciência, não tem nada que eu alteraria nesse volume da série. 

Aqui estão os porquês:

28 dezembro, 2015

Ugly Love, da Colleen Hoover

Ugly Love

Autor(a): Colleen Hoover
Editora: Atria Books
Titulo no Brasil: O Lado Feio do Amor
Ano: 2014
Paginas: 322
IBSN: 1476753180 
Inglês nível: A1
no goodreads e no skoob

Quando seu atual relacionamento termina, Tate, 23 anos, decide que talvez seja uma boa ideia deixar San Diego para trás e ir passar um tempo no apartamento do seu irmão mais velho, Corbin, em San Francisco, Califórnia. Tate está pronta para focar sua atenção no seu mestrado para se tornar anestesista. Com uma agenda lotada de afazeres, já que ela se divide entre estudos e turnos em horários inconstantes no Hospital, a garota pretende arranjar um apartamento para ela mesma o mais breve possível, antes que seu relacionamento pacífico com seu irmão se desgaste e eles voltem a boa vida de briguinhas idiotas como quando eram adolescentes. 

Porém, logo no seu primeiro dia de mudança fica claro que vida pacata de estudante está longe de ser o que a aguarda no futuro.

Isso porque, como vizinho, ela tem Miles, um piloto de aeronaves como todos os homens da família dela. Claramente o cara é detentor de um passado e histórico bem diferente do que ela está habituada. Miles é taciturno e parece nunca demonstrar emoções. O problema é que, quando uma pequena rachadura na real personalidade de Miles se abre para Tate, combinada com a atração ridícula, nível estática pura e direito a algumas faíscas, ela descobre que é quase impossível se afastar da forma mais discreta possível, sem causar estragos para nenhum dos envolvidos.

“Don't ask about my past. And never expect a future.” 

17 setembro, 2015

Crown of Midnight, da Sarah J. Maas.

Throne of Glass #2: Crown of Midnight

Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury USA Childrens
Ano: 2013
Paginas: 418
IBSN: 1619630621 
Livros da Série: #1
Titulo no Brasil: Coroa da Meia-Noite
Inglês nível: A2
no goodreads e no skoob.
(contém spoilers do livro anterior.)

Depois de quase morrer umas quarenta vezes e dar de cara com coisas e situações que ela certamente não esperava se deparar no meio do castelo real, Celaena Sardothien se tornou a Campeã do rei e se livrou do prospecto de retornar para cumprir sua sentença em Endovier. 

Apesar de seu trabalho para o rei se iniciar imediatamente após a garota se recuperar da batalha que lhe resultou seu novo título, fica bem óbvio e bem rápido que trabalhar para o rei é uma coisa e ser leal a ele é outra bem, mas bem diferente.


“But death was her curse and her gift, and death had been her good friend these long, long years.” 

Preciso admitir que quando as pessoa diziam que os livros da Maas ficavam melhores com o passar dos volumes, tudo o que esperava é que eles ficassem ali na mesma mesma média que o primeiro volume. Sabe como é, o primeiro já tinha sido muito bom mesmo, quão "muito melhor" o segundo poderia ser? Certo? Er... Não.

16 setembro, 2015

Looking for Alaska, do John Green.

Loking for Alaska


Titulo no Brasil: Quem é você, Alasca?
Autor(a): John Green 
Editora: Speak 
Ano: 2005
Paginas: 256
IBSN: 0142402516
Inglês nível: I2
no goodreads e no skoob
(contém spoilers diretos sobre o que acontece no livro. Não prossiga se ainda não leu "Quem é Você Alaska?" !!!)


Primeiramente precisa ficar claro que começar um livro totalmente out of the blue não é muito minha praia. Eu gosto de ler pelo menos a sinopse, saber o que alguém que tem o mesmo gosto que o meu pensou sobre esse determinado livro que eu estou pensando em ler. Não é à toa que, como a maioria de nós, depois que eu conheci o skoob, o goodreads, os blogs e o booktube, é deles que saem a maior parte das indicações de livros que eu acabei por ler nos últimos, sei lá, dois anos. 

Com Looking for Alaska não foi diferente. É claro que depois de ler ACEDE e me apaixonar pelas características do que nos traz John Green em seu romance mais badalado, até que demorou para que eu fosse em frente e lesse algo mais antigo do autor. Acho que estava esperando pelo "momento certo". Agora eu já aprendi que toda hora é hora certa para ser ler John Green, obrigada, de nada.

Em Looking  for Alaska nós somos introduzidos a Miles Halter, um garoto que, buscando uma saída da sua vidinha pacata no suburbio da Flórida, decide por conta própria se mudar para estudar e viver em Culver Creek para procurar o que o poeta  François Rabelais chamou de "O Grande Talvez". E ele o encontra. Seu Grande Talvez vem em forma de garota e atende pelo nome Alaska Young. Com Alaska e seu grupo de amigos, Miles começa a entender que a teoria de outro autor, Gabriel Garcia Marquez, tem um fundinho de verdade.

27 julho, 2015

These Broken Stars, da Amie Kaufman & Meagan Spooner.


These Broken Stars (Starbound #1) 

Autor(a): Amie Kaufman & Meagan Spooner
Editora: Disney Hyperion
Ano: 2013
Paginas: 374
IBSN: 1423171020  
Inglês nível: Avançado
no goodreads e no skoob


Após um acidente catastrófico na maior nave do hiperespaço, a Icaros (lembre-se desse nome), que poderia facilmente ser comparado ao Titanic, Tarver Marendsen e Lilac LaRoux são os únicos sobreviventes da queda desastrosa. Presos em um planeta que obviamente esconde mistérios e criaturas desconhecidas, os dois tem que aprender a superar suas diferenças/preconceitos sociais e aprender a trabalhar em equipe, sendo essa a forma mais óbvia de se manterem vivos por tempo o suficiente, até que encontrem uma fora de entrarem em contato com outras naves. 

“For a moment the image before us is frozen: our world, our lives, reduced to a handful broken stars half lost in uncharted space. Then it's gone, the view swallowed by the hyperspace winds streaming past, blue-green auroras wiping the after-images away.
Until all that's left is us” 

De origem humilde e realista, quando olha ao redor, tudo que Tarvor vê são pessoas de plástico, alteradas, buscando por um tipo de perfeição que foge de tudo que é natural. Não, ele definitivamente não quer ter nada a ver com aquelas pessoas, que gastam seu tempo fazendo fofocas e cirurgias plásticas e ignoram benefícios que outros dariam tudo para ter, como acesso à literatura, por exemplo. 

Para ele, Lilac LaRoux é o melhor exemplo desse tipo de pessoa. Filha do dono de metade das naves do hiperespaço, Lilac está acostumada a ter tudo do bom e do melhor e do superficial, na opnião de Tarver. Porém, quando ela é a razão pela qual os dois sobrevivem ao maior acidente espacial que se tem notícia, Tarver tem que engolir parte do seu orgulho e admitir que existe mais em Lilac do que os vestidos caros.