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20 janeiro, 2018

Major Crush, da Jennifer Echols



Major Crush

Autor(a): Jennifer Echols

Editora: Simon Pulse
Ano: 2006
Páginas: 288
Inglês Nível: I2
IBSN-13: 9781416918301.

no goodreads e no skoob.

“Talking about your feelings helps you let go of your anger. And it takes a lot of energy to be angry all the time.” 

Atire a primeira pedra que nunca olhou para um livro encostado na estante e pensou "mano, eu nunca vou ler isso". Major Crush é o exemplo perfeito desse tipo de livro na minha vida. Comprei o e-book na amazon por, sei lá, três dólares, a, no mínimo, uns três anos atrás. Ano passado, enquanto organizava minhas estantes virtuais, me deparei com o pobrezinho lá, encalhado, pedindo por atenção. Ainda em 2015 li Biggest Flirts, um lançamento recente da Echols e gostei. Então olhei para Major Crush e pensei quão ruim pode ser, né verdade. E a resposta é: Não tão ruim quanto eu imaginava. Uma coisinha sobre mim: sou descarada por um YA bestinha, um romancinho adolescente que não vai acrescentar muita coisa na minha vida, mas vai me arrancar uns sorrisos largos. Essa sou. Prazer. Então imagina minha felicidade quando foi exatamente isso que encontrei neste livro.

Aqui, nós conhecemos Virginia, uma major de bateria na banda (tipo de fanfarra) de sua escola. O problema é que, por votação, foi decretado que Virginia dividiria sua posição de líder dos bateristas da banda com seu frenemy Drew, e é dai que as coisas vão desenvolver, basicamente.

O livro segue uma temática bem início adolescencia, quando você tem um crush em uma carinha ou garota e parece impossível até que não é mais impossível, com direiro a todo aquele açúcar que conhecemos. É bem clichê, para ser sincera. Eu tinha algumas previsões do que se sucederia e elas de fato vieram a se tornar realidade, então se é uma leitura diferentona que você procura, mesmo para um YA, deste aqui você deve passar longe.

O que eu posso te dizer é que no mesmo que nível que ele é clichezento, também é meio viciante. O livro é curtinho então em uma sentada eu o engoli, e desceu deliciosamente bem. O senso de humor de Jennifer é no ponto certo, talvez um pouco infantil, claro, mas no ponto certo! Se você não está a fim pronto para vestir sua capinha de quinze anos de idade, mais uma vez, recomendo que deixe essa leitura para lá, pois ela é bem juvenil. Mas, se como eu quando li, você só quer um romancinho besta para adoçar sua vida, ta aí uma dica.

01 novembro, 2017

A Court of Thornes and Roses, de Sarah J. Maas.

A Court of Thornes and Roses #1: A Court of Thornes and Roses.

Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury USA
Ano: 2015
Paginas: 421
IBSN-13: 9781619634442
No Brasil: Corte de Espinhos e Rosas (Galera Record)
Livros da Série: #2 e #3.
no goodreads e no skoob.

“I threw myself into that fire, threw myself into it, into him, and let myself burn.” 

Desde que sua família sua família se fragmentou em mil porções após a morte de sua mãe e a perda de todos os bens financeiros graças a negócios errados de seu pai, Feyre Archeron vem cuidando de suas irmãs mais velhas Nesta e Elain da melhor forma que pode: a garota passa horas embrenhada na floresta caçando o que se tornaria seus alimentos mais tarde, ou sua moeda de troca para suprimentos vitais de sua pequena casa no extremo norte. Tão ao norte, que sua vila fica a apenas alguns quilômetros da muralha que corta Prythian e separa as terras mortais das terras Feéricas. Em uma de suas buscas por comida no meio da floresta, Feyre se depara com o maior lobo que ela já viu na sua vida e, a julgar pela inteligência extraordinária que vê nos olhos do animal, a garota assume que aquele lobo na realidade é um feérico. Seu modo de sobrevivência entra em ação e, antes que a criatura lhe ataque, Feyre a acerta com uma flecha de freixo, única arma que sabe ser eficiente contra os faes. 

O que Feyre não sabia é que o preço pela de vida de um fae é outra vida. Não leva muito para que uma besta invada sua pequena cabana e lhe explique as regras. Segundo o Tratado de Paz entre feéricos e humanos, era da escolha dela morrer ou ir viver com dita besta pelo resto de sua vida. Assim, Feyre se vê levada para o outro lado da muralha pela besta que agora atende pelo nome de Tamlin. O que ela prevê é uma vida de escravidão e ainda mais miséria, mas não é exatamente isso que encontra quando chega a Corte Primaveril, seu novo lar. 

Uma das minhas coisas prediletas nos livros da Sarah J. Maas é que a autora geralmente é muito boa em manipular os sentimentos dos leitores. Agora que já li a trilogia inteira compreendi que ACOTAR ser claramente mais fraco que seus sucessores não foi um erro, foi uma estratégia. Se formos honestos, a história entre capa e contracapas aqui é boa, sim, só não é nada espetacular. O talento de Sarah com as palavras, com construção de mundos e sistemas mágicos, no entanto, é o suficiente para te impulsionar a ler os livros seguintes de suas séries.  Assim como Throne of Glass, A Court of Thornes and Roses passa longe de ser meu livro favorito da vida, mas ele é uma belíssima porta de entrada à um universo complexo, cheio de curvas e personagens envolventes e tridimensionais.  

30 outubro, 2017

Crash, de Nicole Williams

Crash #1: Crash.

Autor: Nicole Williams
Editora: HarperCollins
Título no Brasil: Crash (Editora Essência)
Ano: 2012
Páginas: 365
IBSN-13: 9780062267146
Inglês nível: I1
no goodreads e no skoob.
“You can’t be friends with the person you were meant to spent your life with” 
Meu negócio com Crash, da Nicole Williams, é o seguinte: li esse bonitão aqui quando tinha por volta de 16/17 anos e foi o terceiro livro que li em inglês, na mesma época em que foi lançado Belo Desastre (Jamie McGuire), que, como vocês devem se lembrar, virou febre e, de certa forma, foi o propulsor dos New Adults dentro do mercado literário. Isso foi a quatro anos atrás. Fast forward para 2016, decidi que finalmente iria dar sequência à essa série e ler os próximos livros: Clash Crush. Assim sendo, esse é um relato da minha releitura, com alguns contrastes da minha experiencia lendo Crash pela primeira vez. 

No romance conhecemos Lucy Larson, uma jovem de 17 anos que vê sua família ser destruída após uma sucessão de acontecimentos trágicos. Lucy, que costumava ter uma vida relativamente confortável, vê sua vida se alterar ainda mais quando seus pais vendem sua casa na cidade e decidem se mudar para o pequeno lar que possuíam na praia, onde costumavam passar as férias de verão. Terminar seu ciclo escolar em Southpointe High está longe ser o que ela queria, porém, contanto que tenha um estúdio de dança onde ela possa passar um tempo com seu ballet, Lucy não reclama muito.

“It was silent, but a silent that was so loud I wanted to cover my ears.”

Logo no primeiro dia após a mudança, Lucy conhece esse cara chamado Jude (sacou? sacou?). Bem de cara rola aquela química tão louca que é obvio que eles passam a se amar e odiar imediatamente. Algo que não notei quando o li em 2013 é quão intalove-y ele é. Acho que eu não teria tanto problema com isso se aqui também não ocorresse aquele fenômeno onde o tempo é adiantado e em algumas linhas descobrimos que várias semanas se passaram. Meu problema com isso é que não se vê o relacionamento crescendo e evoluindo, sabe? A gente acaba sendo deixado de fora das conversas e momentos que tornariam o relacionamento de Jude e Lucy substancial, e tudo que temos acesso é ao drama. Não vemos os dois se tornarem melhores amigos e todos os motivos que os levaram a confiar um no outro. Apenas nos é dito isso e acabou. Temos de concordar que fica difícil torcer por um relacionamento que não se acredita.

E acredite, temos que torcer muito porque a carga de drama é imensa.

28 outubro, 2017

Ladrões de Sonhos, de Maggie Stiefvater.

A Saga dos Corvos #2: Ladrões de Sonhos

Autor(a): Maggie Stiefvater
Editora: Verus
Titulo Original: The Dream Thieves
Ano: 2013
Páginas: 431
IBSN-13: 9788576863212
Livros da Série: #1
no goodreads e no skoob

Naquele momento, Blue estava um pouco apaixonada por todos eles. Pela magia deles. Pela busca deles. Pela voracidade e pela estranheza deles. Seus garotos corvos.

 Depois dos eventos finais caóticos de Garotos Corvos, em Ladrões de Sonhos voltamos a Henrietta para as férias de verão. Se no primeiro livro o foco era em grande parte direcionado a família médium de Blue e a busca por Glandoware de Gansey, no segundo volume da série fantástica (tanto em gênero, quanto em qualidade) a luz se volta para Ronan e Adam, os papéis que eles virão a atuar daqui para frente nesse distorcido quinteto de amigos. 

Adam está tendo que aprender a lidar e compreender as consequências de seu sacrifício para acordar as linhas ley: ser os olhos e mãos de Cabeswater. Ao mesmo tempo em que Ronan é forçado a entender seu curioso poder de tirar objetos e criaturas de dentro de seus sonhos, uma vez que sua vida parece depender desse conhecimento. Como se não bastasse isso, as linhas ley começaram a se mostrar instáveis (tão forte algumas vezes que causava queda de energia elétrica, mas tão fraca em outras que o pobre Noah as vezes fica impossibilitado de aparecer para seus amigos). E com o acréscimo do Homem Cinzento ao nosso grupo de personagens, vem também uma ameaça iminente à um dos Garotos Corvos.

Preciso confessar que foi um livro bem confuso de ler. Tanto que, após dois capítulos, decidi que ia reler o primeiro livro do quarteto para ver se me situava, e acabou que não ajudou em nada. Cheguei a teoria que Ladrões de Sonhos é confuso por natureza e a confirmei quando bati a marca dos 60% lido, que foi quando tudo começa a meio que se encaixar. 

Me enervou um pouco como um livro parecia desconecto do outro, como a busca por Glandowere parecia esquecida e de canto. A mitologia e caça ao Rei Galês é uma das coisas que mais gostei no volume anterior e eu me senti privada disso. Não quero dar spoilers, mas se você acontece de estar tentando entender Ladrões de Sonhos nesse exato momento, acho válido te dizer que tudo vai fazer sentido ao final, e seu crebro ter sido bombardeado vai valer a pena.

30 setembro, 2017

A Great and Terrible Beauty, da Libba Bray.

Gemma Doyle #1: A Great and Terrible Beauty

Autor: Libba Bray
Editora: Simon and Schuster
Título no Brasil: Belezas Perigosas
Ano: 2003
Páginas: 403
IBSN: 0689875347
Inglês nível: A2
no goodreads e no skoob.


“I wonder how many times each day she dies a little.”

Gemma Doyle é uma garota de quinze anos, nascida na Inglaterra, porém criada boa parte da sua vida na Índia. Tudo muda algumas semanas antes de seu aniversário de dezesseis anos quando Gemma se torna testemunha da morte de sua mãe, que acontece sob circunstancias estranhas e confusas. Com a perda, seu pai cai em profunda depressão e decide que, o melhor a fazer por sua filha é mandá-la de volta à Inglaterra para estudar no mesmo colégio interno que a própria mãe de Gemma frequentou quanto tinha mais ou menos sua idade, o Spence Academy. Na escola, ela conhece e faz amizade com Ann, Felicity e Pippa, e é mais ou menos onde as coisas começam a acontecer.

E quando digo que elas "começam a acontecer" é, majoritariamente, de forma figurativa.

25 setembro, 2017

Lançamentos de agosto no Brasil!

Muita coisa legal foi publicada pelas nossas editoras do BR durante o mês de agosto e hoje vim elencar os 20 títulos que mais me chamaram a atenção! Foi uma lista bem diferente de compilar, já que tem nela gêneros que eu não costumo me abrir muito para, como Thrillers, Não-ficção e Ficção Ciêntfiica Adulta, mas que, depois de ler a sinopse, me deixaram muito curiosa para descobrir o #desfecho. Olha só:

1. Senhor das Sombras, de Cassandra Clare (Galera Record)
Emma Carstairs finalmente conseguiu vingar a morte dos pais e pensou que com isso estaria em paz. Mas se tem uma coisa que ela não encontrou foi tranquilidade. Dividida entre o amor que sente pelo seu parabatai Julian e a vontade de protegê-lo das graves consequências que um relacionamento entre os dois pode trazer, ela começa a namorar Mark Blackthorn, irmão de Julian. Mark, por sua vez, passou os últimos cinco anos preso no Reino das Fadas e não sabe se um dia voltará a ser o Caçador de Sombras que já foi. Como se não bastasse, as cortes das fadas estão em polvorosa.
Cassandra está se dirigindo à um nível bizarro (de bom) em sua contação de história e complexidade de seus personagens e universo e cada dia que passa que não leio esse livro meu coração dói um pouquinho, sabe? Mas vai acontecer, vai acontecer!

08 setembro, 2017

Fangirl, da Rainbow Rowell

Fangirl

Autor(a): Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Ano: 2013
Paginas: 424
IBSN-13: 978-8542803686
Titulo original: Fangirl
Inglês nível: A3

“Reading is not lonely.” 

Cath não é sua típica mocinha. Quando finalmente ingressa na universidade, ela não está pronta para abrir as asas e voar, fazer novos amigos e descobrir um novo lado da vida que ela nunca pode explorar quando morava na casa de seu pai solteiro. Tudo que Cath quer é escrever sua fanfic baseada na famosa série Simon Snow, conversar com outros integrantes do fandom e reler os livros quando lhe der na telha. Ela nunca precisou muito, mesmo, quando sempre teve sua irmã Wren para lhe mostrar o caminho. O problema é que agora Wren quer explorar o mundo real sozinha e Cath não faz a mínima ideia do que fazer nesse novo ambiente que a tira tanto de sua zona de conforto.

Ah, não. Cath não é sua típica mocinha, mas isso é exatamente o que a torna tão especial.

Não importa quantas vezes eu repita, não vai ser o suficiente para englobar o quanto amo Fangirl. Desde os personagens até o plot, não consigo pensar em nada que eu tenha tido um problema mal resolvido ao final do livro.

A escrita de Rowell é tão diferente, tem um toque gentil quando conta a história. Sensível e precisa em sua forma de descrever esse período de transição e transformação não apenas para Cath, mas para Levi, Ragan e Wren. Ela tomou o cuidado de mostrar mais de uma versão da vida na faculdade, sabe? Não teve como não me apaixonar com como por vezes a leitura era doce, por vezes amarga. As vezes era de partir o coração e em alguns momentos era tudo isso ao mesmo tempo! Tem uma narrativa tão sutil, onde tudo lentamente cresce sem que você veja diretamente: quando se dá por si, você simplesmente se tornou um balão de emoções.

07 setembro, 2017

O Retorno? e Wrap-Up da semana: n.1!

Eu sei o que você está pensando! "Vai postar um negocinho e sumir por mais dois meses, né?!"

A verdade é que eu não sei. Voltar a escrever para o blog tem sido algo que venho ensaiando há algum tempo, porém que nunca se concretiza de fato (exceto pela resenha de Rainha das Sombras que saiu, pela graça de @deus depois de tempo demais organizando aquele texto). Tenho inúmeros arquivos em rascunhos e ideias no Notepad, mas quando sento meu popozinho na cadeira para escrever escrever mesmo... Nada. Por mais que eu queira entrar em dia e postar resenhas e mais resenhas de todos os livros incríveis (ou nem tanto) que li nos últimos dois (!!!!!!!!!) anos, toda vez que abro o quadradinho e começo a digitar, parece que minha mente vai parar em outro planeta. Hoje, de uma vez por todas, parei para pensar o que poderia me ajudar a superar esse bloqueio, uma forma de postar com uma frequêndia decente, mas nada muito sofisticado: voltar a minha rotina de brogueirinha aos poucos, passinhos de nenê.

Então pensei: Ok, por que não atualizar o que venho fazendo ao final da semana, e, quem sabe o inseto da escrita não me pique outra vez quando eu me expor? Bom, vocês conhecem o ditado: Só tentando pra saber. Então, amiguinhos, abaixo eu conto para vocês minhas peripécias literárias e musicais dos últimos sete dias e vamos ver no que dá.

Cartas a um Jovem Poeta, de Rilka 

Essa curta antologia de cartas foi o único livro que conclui essa semana, o que é bom, mas bem pouco produtivo! Estou com bastante medo de ter me metido em uma ressaca literária após a leitura de Corte de Névoa e Fúria, mas tudo bem. Nesse livro temos uma coleção composta por dez cartas escritas pelo autor austríaco Reiner Maria Rilke em respostas a um estudante que visava iniciar sua carreira como poeta. Particularmente, a carta que mais me marcou é a primeira, onde Rilke descreve o desejo pela escrita e o anseio que escritores sentem de escrever. 

29 junho, 2017

Queen of Shadows, da Sarah J. Maas.

Throne of Glass #4: Queen of Shadows

Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury USA Childrens
Ano: 2015
Paginas: 648
IBSN: 1619636042 
Livros da Série: #1#2 e #3
Titulo no Brasil: Rainha das Sombras (Galera Record)
Inglês nível: A3
no goodreads e no skoob.
(Contém spoilers dos livros anteriores da série, e é fortemente não recomendado para quem ainda não leu Queen of Shadows) 


Senta que esse vai ser um puta d'um texto citando tudo que tornou esse livro em perfeição. Na minha opinião, claro.

Olha amiguinhos, se a merda parece ter atingido o ventilador ao final de Heir of Fire, já prepara esse queixo, que a tendencia é que ele bata lá no chão, bem ao estilo desenho animado, com as bombas que caem sobre nossas cabeças no quarto volume da série de sete (?) livros. Celaena Sardothien se foi, e em Queen of Shadows quem assume seu lugar é Aelin of the wild fire Galathynius. 

A garota praticamente perde todos que ela ama, e para os que restaram ela se vê obrigada a virar as costas em nome de um bem maior. Seu retorno a Aderlan se aproxima, e com ele, sua promessa de vingança ao homem responsável por cada cicatriz física e emocional que ela e seu povo carregam. Aelin está pronta para lutar para recuperar tudo que é seu por direito: seu primo Aedion, seu amigo Dorian, seu povo - no momento presos e transformados em escravos-, seu reino, seu trono, seu sobrenome. Sua magia.

Para que seus planos se concretizem, porém, ela se vê obrigada a socializar com velhos amigos, inimigos e os aliados improváveis que surgem ao longo do tortuoso caminho contra o Rei de Aderlan e o que quer que esteja acontecendo em Morath.

De forma resumida, foi um livro emocionalmente estimulante. Senti medo, orgulho, raiva e carinho. Pela primeira vez, não questionei nenhuma das decisões que Aelin tomou. Enquanto em todos os livros anteriores tiveram momentos que me frustraram loucamente, em Queen of Shadows todos os planos e escolhas soaram bem pensados, estratégicos, inteligentes. Um pouco implacável, perverso e extremamente violento em alguns momentos? Claro. Mas, ainda assim, cada movimento foi preciso. 

Se enxergá-la como um Rainha foi uma dificuldade em Heir of Fire, nessa maravilha de livro foi impossível não imagina-la liderando Terrasen. Não prever todas as batalhas que serão travadas até que ela finalmente se sente em seu trono por direito.


“She was fire, and light, and ash, and embers. She was Aelin Fireheart, and she bowed for no one and nothing, save the crown that was hers by blood and survival and triumph.”

29 dezembro, 2016

12 músicas que marcaram meu 2016.

Horas de nomear os melhores do ano e, porque não jogar algumas das músicas que mais escutei esse ano aqui? Não tem muito o que introduzir, né? Vamos só escutar e relembrar as aventuras que acompanham algumas dessas músicas.




11. Ride, do Twenty One Pilots

Todo mundo tem aquela música que quando toca na balada só falta se descabelar. A minha é Ride. Definitivamente tem a ver com o fato deu saber a letra desse troço de trás pra frente, de ponta cabeça, remixado ou cozido em fogo baixo. Você não pode contar com muito de mim na famosa night, mas pode ter certeza que se tocar Ride, posso estar metaforicamente sentada no banheiro aliviando a bexiga ou dando ideia de bêbada nos barmen, vou dar um jeito de chegar no meio da pista pra berrar essa música como se não tivesse amanhã.

27 dezembro, 2016

Como ler mais livros em menos tempo?

Olaaaar! Fim de ano está chegando e tava mais do que na hora de botar a minha cara de volta aqui, no blog hahahh. Pelo menos volto com um tópico bacaninha pra me redimir, né verdade? 

Apesar desse ano ter sido um ano relativamente devagar no que se refere as minhas leituras - graças as baladas da vida e uma vida social existente, vejam só vocês (que alias estou morreeeennndo de vontade de escrever sobre) -, ao longo dos últimos três anos tenho sido capaz de manter uma "quantidade minima" okay de livros que leio. Um ritmo, digamos assim. Toda vez que comento minha quantidade de livros lidos as pessoas me perguntam "como cê faz isso, fia" e nesse último natal não foi diferente. Meu primo me perguntou qual era o segredo e, honestamente, na hora não soube responder. Soltei um breve e enlatado "tem que gostar, quirido", mas na real é um pouco mais que isso, também. Pelas próximas duas horas após a pergunta, contemplei e compilei uma listinha de coisas que cheguei a conclusão sobre meu gerenciamento de tempo e minhas leituras e hoje vou compartilhar elas com vocês :) 

Ahh, como sempre, é bom lembrar que esses são as minhas conclusões sobre as minhas experiências como leitora avida e voraz. Nada do que vier a seguir é fato atestado, escrito na pedra e assinada pelos cientistas de Harvard. Não é atoa que estou escrevendo isso num blog, invés de usar como base para uma dissertação pro meu projeto de mestrado ;)

  1. Dedicação de tempo especificamente para leitura. Seja indo e/ou voltando da faculdade/trabalho, seja durante o horário de almoço ou naquela horinha extra antes de levantar da cama ou ir dormir, ter um espacinho fixo no seu tempo para sentar e ler sempre importantíssimo na minha rotina, até mesmo para que o livro não ficasse uma vida na minha lista de currently reading. Mesmo que acabasse lendo apenas cinco ou seis páginas e pegasse no sono (como isso acontece na minha vida!), sempre tem um tempo só pro meu livro do momento na minha agenda.

12 outubro, 2016

T5W: Livros que quero ler até o final do ano.

Era suposto que hoje falássemos sobre cinco capas de livros que não combinam em nada com a história, porém, olhando para minha shelf de livros lidos no goodreads, cheguei a conclusão que pouquíssimas vezes fui enganada pela capa. Então resolvi pegar um tópico da penúltima semana de agosto: livro que preciso ler até o final do ano. Olha só minha lista:

5. A Queda dos Reinos, da Morgan Rhodes
no goodreads | no skoob

Olha foram dois/três anos maravilhosos para os fãs de fantasia épica. O gênero voltou para os holofotes graças a séries como Misfborn, do Brandon Senderson e A Guerra dos Tronos, do George R. R. Martin. O impacto dessas obras foi tão grande, que muitas séries YA que seguiam o estilo medieval fantástico surgiram. Com essa leva, veio uma das mais amadas e aclamadas pelos booktubers: Falling Kingdoms. Sei exatamente do que se trata? Nope. Mas e dai? Nada como um bom mundo complexo e personagem hiper-realistas para melhorar meu humor.

07 outubro, 2016

11 músicas para o esquenta perfeito!

Ok, então semana passada contei que minha sexta/sabado a noite ideal é no meio da galera, pulando que nem pipoca. O que eu não disse é que o pre-game é quase tão importante quanto, especialmente quando a balada é cara e não é Open Bar. A coisa toda começa quando você descola uns goles do vinho da sua mãe enquanto da um tapa na juba ou tenta acertar o maldito do delineador, e termina na fila pra entrar, com seus amigos, tomando bebida barata que vocês compraram no mercadinho da Peixoto Gomide (#trustorybruh), passando pelo encontro de todo mundo na estação de metrô e a os quase atropelamentos descendo a Augusta ou subindo a Consolação.

Hoje separei minhas músicas prediletas pra esse momento tão especial. O que eu mais gosto nelas é que sempre que as escuto fazendo essas coisas, me sinto numa série britânica de adolescentes fora da lei (quando na verdade somos todos +18 e não estamos fazendo nada errado). Olha só:

06 outubro, 2016

Wishlist de Setembro no BR!

Muita coisa bacana saiu do forno mês passado para nós brasileirinhos. Montei uma listinha com os que mais me chamaram atenção, de acordo com a lista mor que tem no skoob, que você pode acessar clicando aqui. Alguns deles já li, mas alguns foram novidades pra mim também. Vamos lá!

Novembro, 9, da Colleen Hoover
no skoob | no goodreads | Galera Record

Li Novembro, 9 não faz muito tempo e deixa eu te falar, que livro fantástico. 

Nele conhecemos Fallon, uma atora em ascensão que viu sua carreira ir pelo ralo após se acidentar em um incendio causado pelo descuido de seu pai. Exatamente cinco anos após seu acidente, Fallon decide se mudar para Nova York para tentar uma carreira no teatro, onde sua pele marcada por cicatrizes não seria um empecilho. Fallon está anunciando sua decisão ao seu pai em um restaurante quando conhece Benton, um estudante de Inglês e escritor. A química entre os dois é instantanea, mas os dois sabem que nada de bom proviria de um relacionamento nascido naquele momento. Os dois decidem então que não manteriam contato, todo ano, por cinco anos, se reencontrariam exatamente onde se conheceram. O livro narra apenas esses dias em que eles se encontram, dia nove de novembro.

05 outubro, 2016

T5W: 5 livros que tomaram uma vida para terminar.

...E retorna também o Top 5 Wednesday! Y-fucking-AY! 

Essa semana o objetivo é falar sobre os cinco livros que demoramos um pequeno século para concluir a leitura. Decidi que na minha lista só cabiam os livros que eu estava crente que demorariam ai uma semaninha, duas no máximo, mas que se tornaram verdadeiros fardos. Apenas um desses títulos eu desisti e não pretendo olhar para ele nunca mais. Olha só os títulos:

Winter, da Marisa Meyer 
(lido de 24/01 a 12/05)


Era de se esperar que eu fosse devorar o raio do ultimo livro de uma das minhas séries favoritas o mais rápido possível, certo? Por meses esperei pelo lançamento de Winter! Porém, só tomei coragem de lê-lo, de me despedir desses personagens, um ano depois de ter lido Cress. 

Estava ansiosíssima, e de forma alguma o livro foi uma decepção! 

Foi lindo, lindo! Porém, a quantidade de vezes em que larguei a leitura e passava meses sem sequer olhar para a cara do pobre livro... É ridiculo! Claro, a edição tem de mais de oitocentas páginas, porém levando em conta o quão rápido eu engoli os outros três livros em seguida... Nem me pergunte.

04 outubro, 2016

Leituras de fevereiro e março!

Vou falar pra vocês, foram os dois meses menos produtivos dos últimos anos no que se refere a leitura. Claro que a culpa foi minha, afinal tava na cara que a maioria desse livros não seriam, bem, bons. Enfim, a maioria desses livros eu não só não tenho nenhuma opnião sobre, como eu não me lembro de nada. Por isso hoje, excepcionalmente, vou só dizer quais foram, sem fazer nenhum comentário. Nem com foto da capa to me preocupando. Começando por fevereiro:

Li dois livros: Prince Albert, da Sabrina Paige e Sweet as Sin, da J.T Gessinger

Em março li três livros e quatro issues de Saga:  Resisting the Biker, Cassie Alexandra;  Free Me, Laurelin Paige, Saga #31 a #34, do Brian K. Voughan e ilustração da Fiona Staples; e 

03 outubro, 2016

Leituras de Janeiro!

Me dá um sábado livre, sem VIP para um Open Bar, que eu coloco essa casa em dia. Algo assim. Janeiro, janeiro, que saudades. Saudades dos dias em que conseguia ler mais de dois livros por mês.  No primeiro mês de 2016 li belos sete livritos, deixa eu contar pra vocês um pouco sobre eles.


Trilogia Cinquenta Tons, da E. L. James.
no goodreads | no skoob 1, 2 e 3 | 

Tem coisas nessa vida que a gente nunca espera, né verdade? Por exemplo, não esperava que trabalhar com crianças pequenas seria meu caminho, ou que batata com sorvete realmente seria uma delicia. Definitivamente, não esperava ler a trilogia Cinquenta Tons. Vou além: não esperava ler e não odiar a trilogia. Porque pra ser bem sincera, não acho que tenha sido a pior coisa que meus olhos já tenham processado na minha vida. Li coisa bem pior, galera. Tem gente que literalmente distorceu tudo, seja propositalmente ou por simplesmente terem encontrado pelo em ovo. Tantas acusações sem fundamento, especialmente aquelas contra Christian. Não encontrei nem um sinalzinho de romance abusivo, tudo que acontece, acontece com o consentimento de Anastasia. Pra ser bem sincera, a aversão do Christian a toques e sua personalidade marcante e difícil foram o que mais me compeliram a ler os três livros de ponta a ponta. 

Agora, os livros passam bem longe de ser a oitava maravilha universal. A escrita é uma piada e lá pela terceira cena de sexo eu estava revirando os olhos e pulando. A sequencia de acontecimentos é bem truncada, exceto no segundo livro, que é o melhorzinho na minha opinião. Tem personagens relativamente carismáticos, que é o que fez valer os dez dias que gastei lendo os três livros, mas não vai muito além. É um livro muito ver para crer, não recomendaria para quem não curte o gênero e tem problema em encontra-lo em sua forma mais rala.

01 outubro, 2016

11 músicas que surto quando toca na balada!

2016 foi o ano em que me apaixonei pela vida noturna de São Paulo. Passei a frequentar ruas típicas, a chegar em casa só depois das oito, e a só usar tênis. Aprendi me infiltrar nos grupinhos na pista de dança, dizer "sai porra!" mesmo depois da oitava dose de Vodca com Energético e a dar conselho pra tudo que é estranho que encontro nos banheiros da vida.

Além da companhia da minha #squad, o que eu mais amo dessas noites de finais de semana, o que mais me faz sentir viva e (lá vem o clichê) infinita é, fácil, a música. Essa que vos fala gosta mesmo é de dançar a noite inteira, não importa a música, não importa o estilo, o que importa é remexer meu popozão (que de zão não tem nada, admito). 

Dito isso, tem algumas músicas que quando toca eu perco o controle sobre minha histeria e grito, pulo, canto e danço com o primeiro que aparece na minha frente. E essa é nossa listinha de hoje: 11 músicas que (ultimamente) me fazem pirar o cabeção no meio da pixxxta! Dá um ligue:

Leituras de dezembro!

...please remember, remember decemberrrr. 

Oi. Vamos falar sobre as coisas que li a quase um ano atrás, vamos sim! A má noticia é que foi um mês bem magro, com apenas quatro leituras (se lembrasse que tinha sido só isso teria escrito esse post antes). A boa, é que de quatro, três foram cinco estrelas! Detalhes, por favor.


Queen of Shadows, da Sarah J. Maas
no goodreads | no skoob | 

O quinto volume da série épica Throne Glass me rendeu um áudio de 45 minutos discutindo cada um dos pontos que me intrigaram durante a leitura. Isso sem falar nos updates que ia fazendo enquanto ainda estava lendo! É um intrincado tão grande de fatos, revelações e mistérios que ainda não encontrei um jeito de transpor todos esse pensamentos para uma resenha eficiente. E acredite, pelo menos uma vez ao mês eu tento. A esse ponto, não posso nem dizer quem é a persongem principal, porque seria um spoiler monumental. Não posso falar sobre o romance, sobre o desenvolvimento, sobre absolutamente nada!

Só o que posso te garantir é que foi minha leitura predileta de 2015. Que foi um livro ousado, que seguiu caminhos e mexeu com emoções (e fandoms) que poderiam ter arruinado todo o legado que Maas construiu nos três livros anteriores. É um livro que te aproxima muito do interior de cada um dos personagens, uma vez que eles estão tão no limite. Você se depara com verdades e tem que se acostumar com perdas e mudanças irreversíveis, mas que te fazem apreciar ainda mais o trabalho praticamanete imaculado que Sarah vem fazendo ao escrever e planejar essa série. 

Espero ser capaz de falar em detalhes sobre esse livro de forma eloquente, porque por quase uma no tudo o que penso sobre ele é: DEUS DO CÉU QUE FOI ISSO? AMÉM SARAH J. MAAS.

23 setembro, 2016

Keeping the Moon, da Sarah Dessen.

Keeping The Moon

Autor(a): Sarah Dessen
Editora: Speak
Ano: 2004
Páginas: 228
IBSN: 0142401765 
Inglês nível: I3
no goodreads e no skoob


Holy fuck, it's been a long time!
Vou jogar limpo com vocês: no quesito leitura, esse tem sido um ano bem estranho. Salvo alguns títulos e algumas releituras, a maioria dos livros que li em 2016 até aqui foram tão meh que não vi nem proposito em falar deles. Bons o suficiente para não merecerem minha furia, mas ruins a ponto de eu esquecer deles quase imediatamente. De novo, um ano bem estranho. 

Um dos poucos que se salvaram (e me salvaram, vamos ser francos) foi o lindinho Keeping the Moon, da Sarah rainha do YA contemporâneo Dessen. No livro conhecemos Nicola Sparks, 15 anos, filha de Kiki Sparks, uma celebridade fitness dessas que vemos em infomerciais, com um tanquinho trincado, fazendo agachamentos ao mesmo tempo em que dá pequenos insights sobre como podemos tudo que queremos. A mulher é tão famosa por seus discursos motivacionais que foi convidada a fazer uma tour pela Europa. Nicola, que prefere atender por Colie, não se junta a mãe. Muito pelo contrario, na verdade. Seu destino pelo verão é Colby, uma cidadezinha minuscula na Carolina do Norte, onde vive sua tia Mira. 

Em seu coração, Colie acha que não vai ser encaixar em Colby. Ela nunca se encaixava em lugar nenhum, por que havia de ser diferente ali? Ex-gordinha, Colie ainda se vê insegura quanto a sua aparência, uma vez que durante todo seu emagrecimento foi motivo de piada para as garotas más e populares do colégio.  É suposto que seja o pior verão da sua vida, sem dúvidas. Mas após conhecer o gracinha do Norman, se acostumar a rotina caótica da tia Mira e descolar um emprego no Last Chance Cafe, onde conhece Isabel e Morgan, duas melhores amigas, Colie vai aprender que as melhores surpresas, as vezes, estão nos lugares mais improváveis.