Trilogia Cinquenta Tons, da E. L. James.
Tem coisas nessa vida que a gente nunca espera, né verdade? Por exemplo, não esperava que trabalhar com crianças pequenas seria meu caminho, ou que batata com sorvete realmente seria uma delicia. Definitivamente, não esperava ler a trilogia Cinquenta Tons. Vou além: não esperava ler e não odiar a trilogia. Porque pra ser bem sincera, não acho que tenha sido a pior coisa que meus olhos já tenham processado na minha vida. Li coisa bem pior, galera. Tem gente que literalmente distorceu tudo, seja propositalmente ou por simplesmente terem encontrado pelo em ovo. Tantas acusações sem fundamento, especialmente aquelas contra Christian. Não encontrei nem um sinalzinho de romance abusivo, tudo que acontece, acontece com o consentimento de Anastasia. Pra ser bem sincera, a aversão do Christian a toques e sua personalidade marcante e difícil foram o que mais me compeliram a ler os três livros de ponta a ponta.
Agora, os livros passam bem longe de ser a oitava maravilha universal. A escrita é uma piada e lá pela terceira cena de sexo eu estava revirando os olhos e pulando. A sequencia de acontecimentos é bem truncada, exceto no segundo livro, que é o melhorzinho na minha opinião. Tem personagens relativamente carismáticos, que é o que fez valer os dez dias que gastei lendo os três livros, mas não vai muito além. É um livro muito ver para crer, não recomendaria para quem não curte o gênero e tem problema em encontra-lo em sua forma mais rala.





