Hora de meter o pau nos livros que entraram para a estante 'ew' do meu goodreads. Yay!
Não vou nem enrolar. Esperei por esse momento o ano inteiro. Senhoras e senhores, com vocês os 7 piores livros que li 2015.
Só um aviso e recomendação rápida. Se você é do tipo que se ofende fácil com a opinião particular dos outros, passa os olhos no post, vê se tem a capa de um livro que você curte e, se sim, já da o fora. Meu problemas com esses livros foram meus problemas. Com o livro. Não com você. Não é nada particular. Não penso menos de quem adorou algum dos livros abaixo, então espero o mesmo respeito, ok? Estamos entendidos então.
Só um aviso e recomendação rápida. Se você é do tipo que se ofende fácil com a opinião particular dos outros, passa os olhos no post, vê se tem a capa de um livro que você curte e, se sim, já da o fora. Meu problemas com esses livros foram meus problemas. Com o livro. Não com você. Não é nada particular. Não penso menos de quem adorou algum dos livros abaixo, então espero o mesmo respeito, ok? Estamos entendidos então.
As Batidas Perdidas do Coração, da Bianca Briones
no goodreads | no skoob | decepção nível: 5/5.
Imagina
minha cara quando descobri esse livro, um new adult legitimo, nacional, que se
passa na minha cidade. Só faltou eu surtar. Daí eu li e surtei, mas por todos
os motivos errados. É o que eu disse no update que fiz no goodreads, eu não me importo com clichezices contanto que elas
sejam bem trabalhadas e que haja elementos na história que equilibrem ou
neutralizem a sensação de já ter visto aquela história em algum lugar.
Não é à toa que eu já li 857 livros da Abbi Glines! Mesmo que a formula seja a
mesma, a mulher consegue vender o peixe dela e segurar uma história envolvente
com dignidade! Mas em As Batidas Perdidas do Coração? Ugh.
Não comprei a história, não me conectei com os personagens, a
escrita não me agradou, tive que me forçar a terminar. No meio da leitura eu me
pegava pensando no que comeria em algumas horas, quais filmes estavam em
exibição no cinema perto de casa e se seria muito patético se
eu adicionasse o crush no facebook. Eu estava entediada num
nível surreal! No final das contas, eu tinha todos os ingredientes para fazer
alguém desapreciar um livro e uma história que parecia bastante
interessante. Uma pena.
Anna Dressed in Blood, da Kendare Blake
no goodreads | no skoob | decepção nível: 2/5
Tá, vou
assumir que talvez eu tenha minha parcela de culpa nessa. Desde que ouvi a
sinopse deste livro pela primeira vez, uns bons dois ou três anos atrás,
imediatamente pensei: Supernatural adolescente. O problema foi que ignorei o
fato de que o livro é um Romance, e de Romance, Supernatural
tem pouquíssimo. Anna Dressed in Blood não é um livro ruim. Na real,
ele tem um enredo e temática bem originais e criativos. Tanto que até hoje não
ouvi falar de nenhum outro livro que se equiparasse a ele. O que acontece é
que, infelizmente, não fez meu gosto.
Mas
também não posso tomar toda a culpa. Cass foi um personagem
muito difícil de gostar. O cara tinha algo em torno de dezessete anos
e vivia jogando na cara de todo mundo como ele era mais esperto, corajoso, etc.
Arrogante, heh? Claro, ele mata uns fantasmas e isso é legal, mas será que é
suficiente para o exagero de garotas praticamente desmaiando cada vez que ele
se aproxima? E podemos falar sobre a mitologia por trás daquele raio daquela
faca que até agora eu estou tipo "uh, ok, whatever”?
Anna foi
o que rendeu para esse livro duas estrelas, bem como o vilão que só pode ter
saído dos quintos dos infernos, porque não tinha reparado nele até que ele
pulou bem na minha cara. E é isso. Mais uma vez, uma pena.
no goodreads | no skoob | decepção nível: 6/5
Ah, esse livro. É mais fácil falar sobre o que não tem de errado com Until November do que o que tem. Brincadeira. Não tem nada certo nesse livro. Como eu disse no post de leituras de maio, tudo que eu queria era casal fofo, umas frases fofas e um romance previsível. Em outras palavras, eu queria um monte de clichês! Minhas expectativas eram tão baixas que eram praticamente inexistentes! E esse troço conseguiu ser pior que o esperado.
Desde a sinopse enganadora, passando pela personagem principal indignante, pelos erros grotescos de spelling e sequência, pelo drama interessante que ficou em segundo plano, pelos personagens unidimensionais, até o par romântico homem das cavernas que mais de uma vez romantiza o inromantizável (também conhecido como violência doméstica e abuso de poder psicológico e sexual). Foi em Until November que achei a cena mais repugnante da história. Adoraria esquecer que um dia li isso. Que uma autora mulher escreveu uma cena em que o personagem masculino, sem pedir ou perguntar, toma decisões pela mocinha que afetariam a vida dela para sempre. E a tapada da mocinha acha que tudo o.k. afinal ele amava ela e ele é tãaao lindo e sexy e faz um amor tãaaaao gostooooso, bla bla bla, uggggghhhh!!!!! Esse livro é a prova de que nem todo 4.20 no goodreads é ouro. Nojo, nojo, nojo!
Para ser justa, com essa capa e essa gravata, não estava lá esperando pelo melhor livro da minha vida. Tudo que eu queria eram algumas páginas de entretenimento numa tarde chuvosa de domingo. Tudo que eu consegui foi um monte de frustrações. Qual o problema dessas mulheres desses BDSMs atuais de quinta categoria? Ecati.
Fazia tempo, desde, erm, Jogos Vorazes, que eu vinha seca por um livro ou uma série que prometesse matança pra tudo que é lado. Nos primeiros capítulos de Battle Royale meu sonho estava se realizando. Quando a primeira criança morreu, quase esgurmitei no cara que estava sentado ao meu lado no ônibus. Na segunda, soltei o uuugghhh do século no meio da aula de Teoria Literária.
Na décima, já estava cansada. E ainda faltavam 32! Puta que pariu!
Battle Royale é um filme trash em forma de livro. Não me entenda mal, adoro um filme trash com sangue saindo de lugares impossíveis. O problema é que um filme você lida em duas horas. A história além das mortes é fraca, os personagens são mal desenvolvidos, what you see is what you get. Juro, parece que o livro foi escrito para chocar e, claro, no começo é exatamente isso que acontece. Mas veja, o livro tem mais de 600 páginas... Fica chato, sabe? A escrita passa longe de ser das melhores, o personagem principal estava mais perdido que cupim em metalúrgica mas, por algum motivo, todo mundo acha que ele é o manda-chuva fodão, e ainda tem um romancezinho bem chulezento que mais irrita do que aquece corações.
Enquanto
lia eu estava mais ansiosa pelo momento que os
"antagonistas" iam surgir outra vez, do que os que apareciam a
molecada que era suposto que eu estivesse torcendo pra sobreviver. Pra eles, eu
estava bem cagando. Em suma, Battle Royale foi uma bagunça e só serviu
pr'eu dar umas boas risadas quando alguém tomava um tiro na cara ou era morto
com um garfo.
Não vou mentir, esse foi um dos posts mais divertidos de escrever.
Té amanhã,
Desde a sinopse enganadora, passando pela personagem principal indignante, pelos erros grotescos de spelling e sequência, pelo drama interessante que ficou em segundo plano, pelos personagens unidimensionais, até o par romântico homem das cavernas que mais de uma vez romantiza o inromantizável (também conhecido como violência doméstica e abuso de poder psicológico e sexual). Foi em Until November que achei a cena mais repugnante da história. Adoraria esquecer que um dia li isso. Que uma autora mulher escreveu uma cena em que o personagem masculino, sem pedir ou perguntar, toma decisões pela mocinha que afetariam a vida dela para sempre. E a tapada da mocinha acha que tudo o.k. afinal ele amava ela e ele é tãaao lindo e sexy e faz um amor tãaaaao gostooooso, bla bla bla, uggggghhhh!!!!! Esse livro é a prova de que nem todo 4.20 no goodreads é ouro. Nojo, nojo, nojo!
Rule, Jay Crownover
no goodreads | no skoob | decepção nível: 1/5
Dos males
de 2015, o new adult Rule foi
o menor. O pecado de Crownover foi utilizar o esqueminha básico do new adult e esperar que seus personagens fossem o suficiente pra segurar a história. Munido do típico chororô e a
velha dificuldade de superar os erros do passado, apenas três anos após seu lançamento, Rule é um livro ultrapassado. Talvez se tivesse lido ele lá
em meados de 2013, quando ele apareceu nas minhas recomendações do goodreads e
o new adult ainda era apenas uma faísca, tivesse curtido muito mais.
Como Anna Dressed in Blood, Rule não é de todo ruim. Ele tem um romance ok, que
vem de longas datas. Shaw é uma das mocinhas mais admiráveis que eu já li dentro do gênero,
uma vez que ela não se deixa definir pelo seu relacionamento (ou falta de) com
o Rule. O próprio Rule foi um personagem relativamente complexo; e o fato de
que nenhum dos dois mudou completamente de um dia para o outro para suprir as
necessidades do outro, que teve todo um processo de adaptação no relacionamento
deles, foi algo que eu soube apreciar ainda que o todo não tenha sido tão
impressionante quanto poderia ser se, novamente, eu tivesse lido essa história
quando os New Adults explodiram e tals.
In Flight, da R.K. Lilley
no goodreads | no skoob | decepção nível: 4/5
Em poucas
palavras, In Flight foi tão ruim que me fez desistir de ler todos os livros do
gênero/categoria que ele faz parte. lol.
Para ser justa, com essa capa e essa gravata, não estava lá esperando pelo melhor livro da minha vida. Tudo que eu queria eram algumas páginas de entretenimento numa tarde chuvosa de domingo. Tudo que eu consegui foi um monte de frustrações. Qual o problema dessas mulheres desses BDSMs atuais de quinta categoria? Ecati.
Todas minhas experiências com BDSM do século vinte e um tem sido um show
de machismo e sexismo, de caras ricos indo ao resgate de mocinhas pobres
desesperadas por um motivo ou outro. Tem muita mulher que gosta de dar uma
palmadas e muito homem que gosta de receber, mas até agora não vi ninguém ter
um par de bolas grande o suficiente para quebrar esse paradigma idiota que só
as mulheres precisam de uma palavra de segurança. Me. Poupe.
Battle Royale, do Koushun Takami
no goodreads | no skoob | nível de decepção: 3/5
Battle
Royale foi uma chuva de sangue e de bocejos da minha parte. Inferno, acabei de
bocejar agorinha mesmo, só de lembrar.
Fazia tempo, desde, erm, Jogos Vorazes, que eu vinha seca por um livro ou uma série que prometesse matança pra tudo que é lado. Nos primeiros capítulos de Battle Royale meu sonho estava se realizando. Quando a primeira criança morreu, quase esgurmitei no cara que estava sentado ao meu lado no ônibus. Na segunda, soltei o uuugghhh do século no meio da aula de Teoria Literária.
Na décima, já estava cansada. E ainda faltavam 32! Puta que pariu!
Battle Royale é um filme trash em forma de livro. Não me entenda mal, adoro um filme trash com sangue saindo de lugares impossíveis. O problema é que um filme você lida em duas horas. A história além das mortes é fraca, os personagens são mal desenvolvidos, what you see is what you get. Juro, parece que o livro foi escrito para chocar e, claro, no começo é exatamente isso que acontece. Mas veja, o livro tem mais de 600 páginas... Fica chato, sabe? A escrita passa longe de ser das melhores, o personagem principal estava mais perdido que cupim em metalúrgica mas, por algum motivo, todo mundo acha que ele é o manda-chuva fodão, e ainda tem um romancezinho bem chulezento que mais irrita do que aquece corações.
A Great and Terrible Beauty, da Libba Bray
no goodreads | no skoob | decepção nível: 5/5
no goodreads | no skoob | decepção nível: 5/5
Para
fechar minha lista, o pior livro de fantasia que li no ano todo. E olha, eu
(obviamente) já li livros YA ruins nessa minha vida, mas A Great and Terrible
Beauty bateu uma porrada de recordes. Estava lá eu, pobre
Gabriela, animada para finalmente ler algo da famosa Libba Bray,
ainda mais para ler um livro de bruxas em novembro, naquele clima de pós
Halloween. Mal sabia eu a roubada que eu estava para me meter.
Vou dar
uma colher de chá para Bray, pois esse foi seu primeiro livro a ser lançado,
mas caaaara, que YAzinho meleca. O livro é uma fantasia gótica e se passa na Era Vitoriana, e isso foi bacana. A atmosfera e tals, Libba conseguiu se
aproveitar bastante disso. Mas de resto? Caca. Personagens? Caca. Um bando de
garotas unidimensionais, superficiais, interesseiras e sanguessugas. "Ah,
não é possível que elas tenham sido tão ruim?" Elas foram! Não consigo pensar em nenhum
que tenha uma característica redentora que me fizesse pensar, ah ok, ela é
humana. Tinha uma galera que falava "Ah,
mas é porque o livro é realístico, e também, é suposto que você
deteste as personagens e goste do mundo". Tá, mas que
mundo?
A gente
passa o livro inteiro vendo as meninas cuidarem de seus próprios interesses,
das suas vidinhas banais e miseráveis, e Bray aparentemente esqueceu que é
sempre bom explicar como funciona esse universo, qual é a da magia que a
personagem principal consegue praticar. Resumindo, a introdução inicial à
mundo/mitologia é uma piada. Parece um filme de terror ruim: muita gente
correndo, gritando e tomando decisões que obviamente vão sair pela culatra, e
pouca explicação do que está acontecendo.
"Ah
mas é uma trilogia, deve que vai ser explicado nos próximos livros!" Será
que vai mesmo? Vou admitir que estou curiosa, mas não sei se sou masoquista o
suficiente pra dar sequência nessa série. Sério, é o tipo de série/mal que você
não recomenda pra ninguém.
Não vou mentir, esse foi um dos posts mais divertidos de escrever.
Té amanhã,














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